Uso do BIM para quantitativo

A quantificação “automática e precisa” para levantamento de materiais e acabamentos é um dos argumentos mais usados para a implantação da ferramenta BIM. Porém, para desenvolver um modelo em que a extração do quantitativo seja possível, depende de vários critérios que devem ser considerados.

No processo de elaboração do orçamento de um novo empreendimento, podem faltar informações necessárias para o desenvolvimento do modelo que afetam o resultado da qualidade da planilha que será extraída do modelo BIM.

Para um resultado satisfatório do uso do BIM no levantamento de materiais, é preciso saber a diferença entre os modelos que contêm apenas dados em 3D e poucos atributos de objetos; dos modelos que além de uma ferramenta de visualização é também parte do processo da edificação criando, agregando e extraindo informações.

Sendo assim, o melhor momento para retirar o quantitativo no BIM é na fase do detalhamento do projeto, com tempo suficiente para analisar os acabamentos especificados e para que uso está destinado. Deste modo, o responsável pelo modelo deve ser muito cauteloso na inserção destes detalhes.

Entretanto, não há dúvidas no ganho de assertividade em relação ao método tradicional. Este último, está mais sujeito a erros humanos além de ser muito mais demorada a contagem de componentes pois dependem de uma leitura e interpretação de diversos desenhos 2D.

Portanto, a modelagem BIM com o maior número de informações da construção, permite um maior controle sobre o projeto além de apresentar resultados com precisões consideráveis, desde que os modelos sejam concebidos para tal. Isto é, um maior esforço deve ser empreendido na criação do modelo para que o processo de levantamento de quantitativo ocorra de forma ágil e assertiva.

Fonte imagem: http://www.keepcad.com.br/blog/2015/01/36/Posso-confiar-o-orcamento-da-minha-obra-num-Software-BIM