O estágio como complemento da formação do profissional arquiteto

A rotina diária de um estudante de arquitetura é considerada cansativa e de muito trabalho. As disciplinas de projeto arquitetônico caminham em paralelo com aquelas dedicadas aos estudos teóricos sobre o espaço projetado e também ao estudo do espaço urbano. Um dos períodos mais aguardados pela maioria dos alunos é a época de estágio, no qual, finalmente, poderão colocar em prática tudo aquilo que vêm aprendendo na academia.

O estágio se apresenta como matéria fundamental na completa formação do arquiteto, uma vez que tem como principal função preparar os estudantes para o mercado de trabalho. É no estágio também, entretanto, que as principais diferenças entre teoria e prática são expostas aos estudantes.

Se na faculdade há margens para flexibilização dos parâmetros construtivos e uma não importância, de maneira geral, aos custos envolvidos no projeto, é nos escritórios de arquitetura que a realidade da profissão do arquiteto se apresenta na sua forma mais íntegra. Ao trabalhar com projetos reais, os alunos se inserem num universo onde muitas condicionantes de projetos estão interligadas, nas quais questões relacionadas a legislação e orçamento são de extrema importância. É no estágio que se percebe que os projetos da faculdade, muitas vezes utópicos, estão longe da realidade do mercado da construção civil brasileiro e, o aluno, então, aprende a trabalhar novas alternativas e técnicas que possam garantir qualidade e competitividade para um projeto.

O estágio é, por fim, o principal complemento para o formação do arquiteto, pois é ali que os conceitos aprendidos são aplicados e, também, é o local onde o aluno tem o primeiro contato com o cliente real, aprendendo a utilizar todo o conteúdo legal necessário, bem como a entender a realidade do mercado da construção civil.

Por, Evandro Santiago

Fonte imagem: Portal 44 Arquitetura