Arquitetura e tecnologia I Parte 2

Caso não tenha lido a Parte I você pode conferir a ela aqui: http://proa.com.br/blog/arquitetura-e-tecnologia-parte-1/

Para conceber um novo empreendimento os incorporadores, construtores e arquitetos precisam estar atentos a uma série de normas e códigos que determinam os limites de construção de cada lote da cidade. A partir disso, verificar se a edificação proposta está atendendo todos os aspectos desses códigos. Essa tarefa demanda tempo, pois essas normas e códigos geralmente são fragmentados e não são organizados de maneira a fornecer uma leitura fácil aos interessados.

A partir dessa problemática a Flux – uma empresa nascida da GoogleX (uma incubadora de inovações da Google) – lançou uma tecnologia experimental, o Flux Metro, que apresenta uma nova experiência para visualizar e compreender as normas e códigos de construção em 3D. Essa tecnologia pode interpretar as relações espaciais que formam a base dos planos de zoneamento como: recuos, gabarito máximo, incentivos construtivos, áreas máximas, restrições ambientais, entre outros, e transmitir visualmente o potencial máximo de uso que cada terreno da cidade tem.

Essa ferramenta tem o potencial de reduzir consideravelmente o tempo que incorporadoras, construtoras e arquitetos gastam coletando informações e dados de diferentes fontes para entender as restrições e o potencial de construção de cada terreno. Ela também apresenta benefícios para o setor público, onde planejadores e gestores urbanos conseguem enxergar em 3D os códigos construtivos de uma maneira que não era possível antes, trazendo benefícios para o planejamento e a comunicação de mudanças nos zoneamentos e códigos construtivos, e consequentemente melhorar a comunicação com a comunidade e todos os interessados no planejamento da cidade

O funcionamento da ferramenta é simples: ao selecionar o lote desejado no mapa da cidade, é gerado uma simulação indicando a projeção de uma possível edificação com a área máxima permitida na zona, essa simulação já leva em consideração as possíveis restrições que impeçam o uso do potencial máximo do terreno, que podem ser verificadas diretamente nos códigos de zoneamento ao se clicar sobre a parte da edificação atingida pela restrição, permitindo que o usuário tenha uma análise rápida sobre o potencial de uso do terreno.

Você pode assistir um pouco da ferramenta em ação nesse vídeo do Youtube: (incorporar vídeo no blog)

https://www.youtube.com/watch?v=TP9pVMufo54

Infelizmente por ser uma tecnologia experimental ela ficou disponível apenas para a cidade de Austin no Texas, e atualmente já não está mais ativa, porem ela abre muitas possibilidades para o desenvolvimento de futuras ferramentas focadas nesse tipo de solução.

Fonte da imagem:

https://www.japlusu.com/sites/default/files/news/AU/2014%3A11/au1411_Interview_Flux_Metro.jpg

Por, Erick Ribeiro